
Dedicado à: Raimundo Carlos Monteiro
27 de outubro de 2011
Exatamente 11 anos, anos esses que no começo foram horríveis, afinal qualquer tipo de perda queira ou não queira é muito significativa!
Um grande homem, que adorava tocar violão, pescar, reunir a família, ver os netos correndo, quebrando as plantas da vovó e falando: "Lozinha deixe eles brincarem", quando não era dizendo: "neném acorda pra cuspir!" ah e também tinha a música: "neném dos cabelo cor de fogo, joga o meu amor em jogo, só pra ver seu penso em tuuuca...".
Comer o que não podia era típico dele e ainda dizia que "Lozinha eu não morri do coração você quer me deixar morrer de fome" "nunca ouvi ninguém dizer que morreu porque tinha comido", a rapadura pós-almoço, o melhor assador de castanhas, os finais de tarde com a espreguiçadeira na frente do portão, os carinhos e cuidados com o Jeep, os olhos azuis (Mariana todos temos inveja de você!), adivinhava quando vinha confusão "Xíiii lá vem confusão" (e isso era simplesmente o meu irmão chegando), o amigo do Frank Sinatra, no qual o Jornal O Povo estava fazendo uma homenagem ao Frank Sinatra, saindo do banheiro e batendo em cima da foto e falando: “toquei muito com ele em Jaguaruana” (acho que se eu não soubesse quem é Frank Sinatra até hoje acreditava nisso!), o eterno apaixonado pela Lozinha (vó) na qual falava que era“ a cara da mulher do Jereissate”, pelos filhos, netos e agora mesmo sem conhecer tem os bisnetos.
Justamente nessa data que fica bem no meio de duas comemorações importantes na minha família: (26.out) ontem, aniversário da minha mãe (Amélia) e amanhã (28.out) aniversário do Netinho (primo).
No começo não é fácil, mas TODOS nós sabemos que o lugar onde se encontra é bem melhor!
Ah a SAUDADE:
"Do lat. solidate,soledade, solidão. atr. do arc. soydade, suydade com influência de saúde. sf.(a) 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhado do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.2. Pesar da ausência de alguém que nos é querido..."
Já não é mais uma saudade triste, é uma saudade alegre, lembrando momentos bons como os quais eu já falei! Não que a família fosse desunida, mas a união ficou mais forte. Tio Raimundo quem diria seguindo os seus passos aprendendo a tocar violão, fazendo a vó cantar músicas que cantarolava com o senhor... Quando não, no começo era tentando sair do "Let it be". Me orgulho em ver alguns outros primos: Bembem, Juninho, Roana, Clarissa, Giovanne... E agora o tio Carlinhos! Que puxaram esse 'dom', alguns até hoje continuam nesse lado de músicas, tocando lá no sítio, ou mesmo seguindo carreira!
Homem igual a você NÃO EXISTE, os filhos (meus tios (as)), de acordo com a genética, infelizmente, mas felizmente são só 50% do que foi e é o senhor!
Onde quer que esteja, esteja SEMPRE iluminando a nós todos da família, beijos vô MUNDICO!


